quinta-feira, 26 de junho de 2014

ATIVIDADES DE LEITURA



Ler e interpretar através de dramatizações, fantoches, desenhos...






Isto é tornar a leitura significativa e divertida...
Isto é incentivar leitores a gostarem de ser leitores...

 Compartilhar aquilo que leu...



 Mostrar aos colegas que ler é muito bom!!!
Somos leitores, porque somos curiosos, somos curiosos porque queremos saber mais e queremos saber mais para compartilhar e crescer...
Trabalhando com o DNA dos leitores
No dia 27 de setembro aconteceu o Conselho de Classe da escola Carlos Döetsch, quando fiz a leitura do texto: O gene da leitura de Maria Almira Soares; foi muito interessante a reflexão feita pelos professores presentes. O texto trouxe um questionamento plausível para a época em que estamos vivendo,  pois em meio a tanta tecnologia, os livros e o prazer de ler ficou restrito a redes sócias e jornais diários para a maioria dos pessoas. Minha maior alegria foi descobrir que nesta unidade a maioria dos profissionais tem uma preocupação em manter os hábitos leitores sem ficar ultrapassado ou acomodado em relação às novas tecnologias.
Também comentei sobre a ideia de fazer um blog para postagens de experiências leitoras e todos mostraram interesse.
Gostei muito desta atividade.

O gene da leitura - Maria Almira Soares
Maria Almira SoaresComo motivar para a leitura
Lisboa, Ed. Presença, 2003
Excertos adaptados

Existirá? Haverá um gene da leitura? Será o gosto da leitura de ordem genética? Estará no nosso corpo o desejo de ler e a satisfação com a leitura? Há leitores analfabetos. Há gente que não sabe ler, mas tem em si o gosto de ler. O Amor de Perdição era nacionalmente conhecido e querido num país cuja taxa de analfabetismo rondava os 90%. Não possuíam a técnica, mas como tinham o gosto, pediam-no emprestado a quem o tinha e tornavam-se leitores pelos ouvidos. Hoje ainda há gente que tem todo o perfil do bom leitor, mas, como não sabe ou mal sabe ler, não pode ler. Será a leitura uma aquisição meramente social, cultural?

O que é um leitor? Pode ter-se adquirido a técnica da leitura, que é oficialmente obrigatória, e não se ser leitor. Os números das estatísticas estão à vista e comprovam-no. Pode, por outro lado, não se ter essa técnica e ser-se um leitor impotente…Como é ser-se leitor? É gostar de se achegar ao aconchego de uma boa história generosamente dada pela faculdade das palavras; é gostar de gastar os olhos nas letrinhas do jornal, molhar os dedos para lhes soltar as folhas; estreitar a vista coluna acima, coluna abaixo, perder-se na busca da continuação.

Ser leitor é: gostar de estar sossegado e só esforçar os olhos e a cabeça para ficar a saber coisas que, magicamente, sem pincéis nem tinta, têm cor e forma e, sem projector, têm movimento; é ser-se curioso, e gostar de seguir roteiros e de encontrar respostas; é ser infantil na abertura à fantasia e adulto no jogo dos sonhos escondidos; é o gosto da intriga, do enredo, da novidade e da descoberta; é o gosto dos nomes, das referências, das frases bem-dizentes; o gosto das palavras bem-soantes; o gosto da fuga, de ultrapassar o real pela fuga e lhe fazer uma espera mais à frente, já ficticiamente senhor das suas estratégias.

Ideal é que o ensino da técnica garanta a realização do desejo. Mas o desejo, esse, não se ensina. Provoca-se. Desperta-se. Pro­voca-se a curiosidade, proporciona-se o agrado com o efeito de surpresa. Faz-se com que ler seja acontecer. A escola pode ser um lugar onde, enquanto se ensina o ler, se desperta a fantasia. O tempo e o modo de ler podem ser vividos na escola como quem aviva um desejo, um fogo que velaremos ao abrigo das coisas da vida que tendem a apagá-lo, fazendo dos livros um espaço pessoal de liberdade, aprendendo que ninguém está no espaço incolor em que as histórias que lemos se tornam reais, senão nós. Só se quisermos e quando quisermos o partilhamos.

A escola pode ensi­nar que ler é uma porta que se abre, um acesso, uma entrada; que, quando alguém abre um livro e se põe a ler, como que fica intocável. Mas não só a escola. Desejável é que aqueles que parecem geneticamente mais dados à leitura contrariem a tendência social para ler pouco, peguem ostensivamente em livros, jun­tem dinheiro para comprar livros, a prestações, se for preciso, como fazem com outros bens; em segredo primeiro, se tiverem vergonha, e, depois, à vista de todos, causem o escândalo da leitura, numa sociedade que não lê, e, depois, talvez, o respeito.

Se não há um gene da leitura reconhecível num exame médico, que se garanta, pelo menos, meios de transmissão social: a escola, e todos os que gostam de ler. Que ninguém diga: quem não quer ler que não leia, colocando no mesmo leque de opções coisas ontologicamente distintas. Pasmoso é o esforço insano que fazem as escolas para desenvolverem práticas, às vezes espantosas, e espantoso é que ninguém se lembre da hipótese de haver nelas coisas como, por exemplo, a Leitura ao Fim da Tarde.

Ler já foi uma arma da adolescência. Esta perdeu-a, mas deve re­cuperá-la. A leitura já foi um espaço de mudez-surdez, tão caro aos adolescentes, habitado por sonhos e ousadias; era um espaço de imobilidade pesada, atirada contra a presteza e prontidão dos adultos; era um espaço de atraso e de demora, de desculpa, de teimosia, de ultrapassagem subterrânea dos legítimos superiores.

Hoje, o adolescente não suspeita de quão estrategicamente útil lhe poderia ser a leitura, e foge a desgastar-se noutras andanças. Há um vazio imenso a fingir que é movimento e alta voz. Ler não é uma actividade essencialmente grupal, mas garante ao grupo a existência do indivíduo. Um grupo não é só uma coincidência de gente na mesma escola, na mesma rua, na mesma praia, na mesma discoteca. Não é apenas uma simultaneidade.

No equilíbrio das forças que sustentam um grupo tem de haver um lugar para a distância, para a pertença a si próprio. A lei­tura é um elo que nos solda a alguma coisa de sólido que vai havendo em nós, enquanto a diversidade nos interpela, ao som de uma voz pública que nos pretende ditar, como se fôssemos só uma folha branca onde nos vão inscrevendo. Porque ler é também rejeitar, revelar, identificar, abrir, descobrir.

É muito provável que não haja o gene da leitura, mas tem de haver a educação para a leitura, como imperativo de uma cultura humanista.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TRABALHANDO COM TEXTOS

O ato de ler ativa uma série de ações na mente do leitor pelas quais ele extrai informações. Essas ações podem ser chamadas de estratégias, elas passam, na sua maioria, despercebidas em nível de consciência. Elas ocorrem simultaneamente, podendo ser mantidas, modificadas e /ou desenvolvidas durante a apropriação do conteúdo.
São as estratégias de leitura utilizadas no ato de ler que garantem a leitura mais eficaz, mas é preciso afirmar “(...) que o ensino de estratégias para ter acesso ao texto não é um fim em si mesmo, mas um meio para a criança poder interpretá-lo.” (SOLÉ, 1998:60).
Segundo KAUFMAN & RODRIGUES (1995:46), o professor deve ater-se com cautela na escolha dos textos que serão utilizados em sala de aula, pois eles devem estar de acordo com os enfoques pedagógicos que norteiam sua prática, contemplar os conteúdos culturais, terem possibilidades de leitura (para o aluno e estarem de acordo com as situações de usos materiais (propósitos e intenções do meio escrito).
Algumas atividades a serem propostas durante o processo de construção e aprimoramento da leitura dos educandos.
ATIVIDADE: HORA DA HISTÓRIA
Faz parte do letramento, coloca em contato com diversos tipos de textos, auxilia a fazer conexão entre fala e escrita. A escrita e a leitura são de grande importância para as crianças. Ao colocar em ação suas estratégias elas têm oportunidades de apropriarem-se dos registros lingüísticos mais adequados com as situações de comunicação dos quais participam, para se distinguirem na linguagem que se escreve.
ATIVIDADE: Cantando-cantando
Momento de descontração que desenvolve expressão corporal, linguagem oral, aumenta o repertório de palavras e textos para escrita espontânea, possibilita ler com fim determinado e ajuda os alunos mais tímidos a enturmarem-se melhor.
ATIVIDADE: Trabalhando com o nome e alfabeto
Atividades de reconhecimento, oportunizando a inferência de pensamentos e a constatação ou não delas é condição básica para que o educando consiga desenvolver seu próprio estilo de fazer leitura. Sempre lembrando que um dos primeiros textos que as crianças tem contato é o próprio nome.
ATIVIDADE: Trabalhando com Receitas
É importante que os alunos entrem em contato com uma diversidade textual para que possam construir seus parâmetros literários de forma a utilizar-se de todas as estratégias para entender o propósito social da escrita. A utilidade da escrita vai além dos bancos escolares, é uma prática cotidiana que pode auxiliar em nossas atividades diárias.
ATIVIDADE: Poesia
Somente quando os alunos têm contato com a diversidade textual apresentada na sociedade eles poderão entender a função social da escrita e a importância que ela possui para a concretização da história. Por esse motivo, é de extrema relevância apresentar todas as formas possíveis de escrituração das idéias humanas. Por exemplo, os poemas como forma de expressão de emoções, ideologias e criatividade.
ATIVIDADE: Revisão de textos
As crianças necessitam ter referencias para que possam realizar a escrita de bons textos; também precisam conhecer a estruturação deles, bem como aprender a revisar suas produções, por isso torna-se indispensável um trabalho focado na revisão de textos.
ATIVIDADE: Histórias em sequência e trabalho em grupo
É importante que as crianças tenham referenciais de leitores autônomos por esse motivo, colocar os alunos que lêem autonomamente com a tarefa de ler para os colegas torna-se tarefa interessante e bastante relevante.
ATIVIDADE:  Leitura e escrita de lista
Não há como trabalhar a escrita sem o apoio da leitura e vice-versa por isso, torna-se necessário caminharmos dentro de uma proposta de adaptação destas atividades interligando-as dentro do contexto escolar. O uso de listas com temas conhecidos pelos alunos proporciona momentos de reflexão sobre a leitura e escrita das palavras, por tratar-se de um texto fácil e bastante rotineiro na vida dos alunos, visto que, utiliza-se lista de compras, de materiais, de nomes, histórias, filmes e outras.
ATIVIDADE: Ler e escrever bilhetes, convites
A educação promove experiências significativas de aprendizagem da leitura quando, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das  capacidades associadas as quatro competências linguagens básicas, falar, escutar ler e escrever.
ATIVIDADE: Trabalhando os contos infantis
A literatura Infantil auxilia na aquisição do gosto pela leitura e contribui para o desenvolvimento infantil, pois resgata o lúdico na aprendizagem, proporciona um contato prazeroso com a linguagem escrita e é uma importante ferramenta para a alfabetização, o conhecimento de mundo e o autoconhecimento.
É importante que saibamos que a literatura não está só nos livros, ela esta no cantar, no poema, na brincadeira, no jogar, enfim, no mundo letrado em que vivemos.
“Ter acesso a boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação. (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, p. 143).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
KAUFMAN, A. M.; RODRÍGUEZ, M. E. Escola, leitura e produção de textos, Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil/Ministério da Educação. Secretaria da educação Fundamental. - 3. Ed. – Brasília: A Secretaria, 2001.

SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Ler é bom sempre..
 Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento, porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que ouro mais fino. Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela. O alongar da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz. É árvore de vida para os que a alcançam e felizes são todos os que a retêm. (Provérbios 3:13-18 – Bíblia Sagrada)

Estes versículos da Bíblia falam da importância da sabedoria, a poesia contida nestas frases, é algo que nos encanta, embora este livro seja, segundo algumas pesquisas, um dos mais lidos no mundo, percebe-se que poucos conseguem entender a grandeza de suas palavras. Provérbios foi em sua maioria, escrito por Salomão, rei de Israel de 971 a.C a 931 a.C, ele foi considerado,  a pessoa mais sábia de seu tempo (1Rs 4:29-32); a força do rei Salomão não se restringia apenas ao campo de batalha, como da maioria dos reis de sua época, mas encontrava-se nos seus atributos intelectuais: meditação, organização, planejamento e negociação.
Mas porque citar uma parte da Bíblia e um de seus personagens? Porque a essência desta produção textual está em ativar as memórias literárias. Pensar em leitura é passear por momentos nostálgicos de convivência em família e comunidade religiosa, pois durante muito tempo o prazer de ler a bíblia sagrada povoou nosso lar e vida, além disso, sempre pude contar com os professores sugerindo que a leitura iria acompanhar meus passos por longo período da vida. Esta lembrança traz a tona uma temática importante, a relevante influência que as famílias possuem na formação de leitores competentes e realizados. Afora isso, também é conveniente citar as concepções de ensino que prevalecem na época em que estudamos; por exemplo: nossos pais são fruto de uma educação repressora em que ler era parte das obrigações escolares, nós fazemos parte de uma geração que aprendeu a valorizar a leitura e escrita como fontes de conhecimento e prazer; nossos filhos porém, nascem cercados por leitura, escrita, tecnologia e com uma gama de opções literárias que estão bem longe de ser comparadas as nossas ou de antepassados, para eles, a leitura é fato natural para acompanhar os pais e amigos, pois o computador e as redes sociais tornam a leitura primordial para sua utilização.
Então podemos dizer que o tipo de leitor que aflora a cada época é definida pelo meio que o cerca, baseando-se no sociointeracionismo de Vigotski, a relação com o meio e os outros nos faz desenvolver e atuar na sociedade segundo as experiências que temos, por esta razão.
As transformações materiais, portanto, refletem-se na cultura e criam a base para o surgimento dos suportes que irão exigir novas práticas sociais de leitura e escrita e,  conseqüentemente, o aparecimento de um novo leitor. (JOBIM e Jr.)”

Os Parâmetros Curriculares Nacionais expõem que “cabe a escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los”. É imperativo que a escola esteja reformulando suas alternativas para propor aos educandos a maior variedade possível de tipos textuais, aproximando-o do verdadeiro propósito de ler, oportunizando-lhe desenvolver-se como cidadão ativo de sua sociedade e escritor de sua própria história.



REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JOBIM E SOUZA, Solange; GAMBA JR., Nilton. Novos suportes, antigos temores: tecnologia e confronto de gerações nas práticas de leitura e escrita. Revista Brasileira de Educação. 2002, n.21. p. 104-114.
http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE21/RBDE21_10_SOLANGE_
JOBIM_E_SOUZA_E_NILTON_GAMBA_JR.pdf

MAIA, Joseane. Literatura na formação de leitores e professores. São Paulo: Paulinas, 2007. - (Coleção literatura & ensino)

Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa/Ministério da Educação. Secretaria da educação Fundamental. - 3. Ed. – Brasília: A Secretairia, 2001.


Texto Base da Sala Ambiente de Tópicos Especiais – Leitura e Formação de Mediadores.